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Edmilson Rodrigues do Ó PR7 - CPK: Uma vida sintonizada com o mundo

Foto do escritor: João Barros
João Barros
11 de set.
2 min de leitura


Aos 90 anos, Edmilson do Ó, como é carinhosamente conhecido entre seus  colegas radioamadores, ainda mantém uma rotina que começou há mais de cinco décadas. Todos os dias, ele se aproxima do rádio, ajusta os equipamentos e continua fazendo aquilo que se tornou uma das grandes paixões de sua vida: conversar com pessoas de diferentes lugares do mundo.

São 54 anos como radioamador. Uma trajetória que começou há décadas e que fez de Edmilson um dos pioneiros e nomes mais respeitados do radioamadorismo não só em Campina Grande mais em todo o mundo. Antes disso, ele também teve uma experiência de um ano como operador de rádio do Exército, período que contribuiu para aproximá-lo ainda mais do universo das comunicações.

Ao longo dessa caminhada, Edmilson não apenas acompanhou a evolução dos equipamentos e das formas de comunicação. Ele também ajudou a construir a própria história do radioamadorismo na cidade. Foi um dos fundadores do Clube de Radioamadores de Campina Grande, instituição que hoje é denominada Escola e Casa do Radioamador - ECRA.


O rádio, porém, nunca foi apenas uma atividade técnica. Para Edmilson, ele representa encontros, amizades e a possibilidade de alcançar, por meio de uma voz, lugares que muitas vezes estão a milhares de quilômetros de distância. Ao longo dos anos, já realizou contatos com 349 países, todos devidamente confirmados através de cartões QSL, construindo durante esse tempo uma trajetória que impressiona tanto pelos números quanto pela longevidade.

Mas existe uma outra dimensão na história de Edmilson que não aparece nos registros dos contatos realizados. Por trás do operador de rádio está um homem que construiu uma família. Casado, é pai de sete filhos, avô de 18 netos e bisavô de cinco bisnetos. Uma família que cresceu ao mesmo tempo em que ele mantinha sua ligação com o rádio.

Aos 90 anos, o tempo poderia ser motivo para diminuir o ritmo. Para Edmilson, entretanto, parece ter sido apenas mais uma razão para continuar. Enquanto houver uma frequência para sintonizar e uma voz do outro lado para responder, ele permanece fazendo rádio todos os dias.

São 54 anos de uma história construída entre antenas, equipamentos, vozes e amizades. Uma história que atravessou gerações e que continua sendo escrita, todos os dias, por um homem que fez do rádio uma maneira de estar conectado ao mundo.

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